Amanhã chegarei à bela marca de 70 sessões de terapia. O que era pra ser uma terapia breve já tá começando a virar algo de médio prazo. Para comemorar esses quase dois anos avaliando a minha vida com o auxílio de uma psicóloga, resolvi listar descobertas, algumas muito óbvias, que fiz ao longo desse período. Sim, porque conhecimento só tem valor quando repassado. Então lá vai:
a) Não adianta esconder algo de si achando que essa coisa ou sentimento vai deixar de existir por isso;
b) É uma furada achar que se apenas você souber daquilo que fez e reprova, não se sentirá mal, afinal, algo só existe quando os outros ficam sabendo. Balela! Tudo - ou praticamente tudo o que a gente faz, inclusive escondido - um dia traz consequências visíveis aos olhos e corações dos outros;
c) Ter mais medo de rejeição do que vontade de ser feliz só impede que você se sinta melhor. Coisa linda esse clichê, hein? Evitar a parte boa para não passar pela parte ruim só torna o todo ruim;
d) O mais difícil, na verdade, não é encontrar alguém, mas suportar sua própria companhia. Seja uma companhia agradável para si mesmo e tudo melhora;
e) É bobagem achar que as pessoas tem a obrigação de descobrir o que está por trás daquilo que você está dizendo. De outra forma, como elas podem merecer o meu carinho, dedicação, amor ou coisa que o valha? Não interessa. A humanidade não tem tempo para suas mensagens subliminares;
f) Sim, é querer demais desejar que as pessoas estejam à sua disposição sempre que você precisar. Fatalmente irá se frustrar a cada segundo por que não é assim que a vida funciona e pronto;
g) Presunção não ajuda, especialmente quando você deixa de se reconhecer como membro da sua família simplesmente por achar que eles não entenderiam o que se passa na sua cabeça;
h) Agredir como forma de evitar carinho? Mas que loucura é essa? De que adianta maltratar alguém pelo medo puro e simples de que essa pessoa possa conhecer suas fragilidades um dia?
Olha, o alfabeto não possui letras suficientes para que eu possa listar tudo e você, provavelmente, não teria a paciência necessária para ler tantas obviedades de A a Z.
Só uma perguntinha: se é tudo tão óbvio assim, porque é tão difícil, hein?
Sobre o tema, leia também: Notas mentais, por @dittacuja
10 de agosto de 2010
5 de agosto de 2010
Utilidade pública em defesa da carência feminina
Sem rodeios, o negócio é o seguinte: MULHER DETESTA HOMEM QUE DEIXA TODAS AS ESCOLHAS NAS MÃOS DELA. Não adianta achar que está fazendo uma gentileza ao deixá-la escolher tudo. Não é isso o que ela quer. Especialmente na primeira saída, ela quer um homem que mostre o que conhece, que apresente a ela coisas novas e seja seguro das suas escolhas. Funciona mais ou menos assim: "ele sabe escolher um bom restaurante, logo tem capacidade de me levar pra cama e, quiçá, ser pai dos meus filhos".
Pronto. Eu podia parar esse post aqui, mas como meu espírito Dalai Lamesco (Odorificamente falando) está aflorado, darei rápidos exemplos de como isso pode ACABAR com sua paquera e/ou conquista.
As mulheres detestam diálogos como:
Ele - Tô querendo fazer alguma coisa hoje. Vamos sair?
Ela - Claro. Para onde?
Ele - Não sei. Diga aí.
ACABOU. Não entendeu? Vou dividir as sílabas?: A-CA-BOU! Você pronunciou sua sentença de morte em duas palavras: "DIGA" e "AÍ". Nenhuma mulher que se preze vai tolerar isso. Se você deu a ideia de sair, sugira o programa. Como uma dia disse o filósofo e ex-BBB Eliéser, "Seje hômi!".
Digamos que você é um vencedor e ela, desesperada por seu afeto, aceitou a condição e sugeriu um restaurante que ela gostaria de conhecer. Já devidamente sentados, depois de você ter "esquecido" de abrir a porta do carro e puxar a cadeira pra ela, o garçom pergunta o que irão beber.
Ele - Não sei. Escolha!
Ela - ...
Ele - E então?
Ela (com ódio) - Uma coca. (Sim, porque a essa altura do campeonato, nenhuma mulher vai lembrar que coca-cola aumenta a probabilidade de estrias e celulites.)
MORRA. Meu amigo, com essa você já pode pedir para satisfazer sua necessidade fisiológica de número 2 e se ausentar. Para sempre. Mas se a moça for realmente um ser humano benevolente e te der a chance de permanecer com ela até o fim desta refeição, não cometa o erro seguinte:
Ele - E agora? O que faremos?
Ela - ...
Os grilos ao redor - Cri... cri... cri...
Resumo da ópera: ACREDITE, elas preferem que você erre tentando acertar. Outra coisa: faça uma forcinha e pesquise no google o nome de um bom vinho pelo menos. Elas foram unânimes em dizer que o esforço é "fofo", a preguiça é imperdoável. Mulher, não importa o quão independente ela seja ou aparente ser, não acha que se as escolhas estiverem nas mãos dela é porque você é bom e altruísta. Ela acha que você é um BABACA.
Pronto. Eu podia parar esse post aqui, mas como meu espírito Dalai Lamesco (Odorificamente falando) está aflorado, darei rápidos exemplos de como isso pode ACABAR com sua paquera e/ou conquista.
As mulheres detestam diálogos como:
Ele - Tô querendo fazer alguma coisa hoje. Vamos sair?
Ela - Claro. Para onde?
Ele - Não sei. Diga aí.
ACABOU. Não entendeu? Vou dividir as sílabas?: A-CA-BOU! Você pronunciou sua sentença de morte em duas palavras: "DIGA" e "AÍ". Nenhuma mulher que se preze vai tolerar isso. Se você deu a ideia de sair, sugira o programa. Como uma dia disse o filósofo e ex-BBB Eliéser, "Seje hômi!".
Digamos que você é um vencedor e ela, desesperada por seu afeto, aceitou a condição e sugeriu um restaurante que ela gostaria de conhecer. Já devidamente sentados, depois de você ter "esquecido" de abrir a porta do carro e puxar a cadeira pra ela, o garçom pergunta o que irão beber.
Ele - Não sei. Escolha!
Ela - ...
Ele - E então?
Ela (com ódio) - Uma coca. (Sim, porque a essa altura do campeonato, nenhuma mulher vai lembrar que coca-cola aumenta a probabilidade de estrias e celulites.)
MORRA. Meu amigo, com essa você já pode pedir para satisfazer sua necessidade fisiológica de número 2 e se ausentar. Para sempre. Mas se a moça for realmente um ser humano benevolente e te der a chance de permanecer com ela até o fim desta refeição, não cometa o erro seguinte:
Ele - E agora? O que faremos?
Ela - ...
Os grilos ao redor - Cri... cri... cri...
Resumo da ópera: ACREDITE, elas preferem que você erre tentando acertar. Outra coisa: faça uma forcinha e pesquise no google o nome de um bom vinho pelo menos. Elas foram unânimes em dizer que o esforço é "fofo", a preguiça é imperdoável. Mulher, não importa o quão independente ela seja ou aparente ser, não acha que se as escolhas estiverem nas mãos dela é porque você é bom e altruísta. Ela acha que você é um BABACA.
3 de agosto de 2010
Gente. Como a gente?
Gente que não consegue manter com a família o diálogo que gostaria.
Gente que maltrata quem gosta porque não consegue se desfazer de mágoas completamente.
Gente que, mesmo em silêncio, precisa de abraço o tempo todo e ainda ousa recusar vários dos que recebe.
Gente que insiste em manter a pose de firme, mesmo desmoronando por dentro.
Gente que só consegue dizer tudo, mas tudo mesmo o que pensa, quando protegido pela tela do computador, quase nunca pessoalmente.
Gente que é capaz de fazer o mundo rir com seu jeito de falar, mas que, muitas vezes, é incapaz de fazer o mundo perceber que também sente dor.
Gente que faz grosseria querendo fazer carinho.
Gente que faz alarde sobre o quanto não precisa de carinho, mesmo sendo o que mais precisa.
Gente que tem dificuldade de acreditar na admiração alheia.
Gente que somatiza a opinião alheia.
Gente que se contenta com pouco, mesmo achando que só seria feliz com muito.
Gente que sente prazer em ajudar gente, mas que precisa de reconhecimento quando faz isso.
Gente que resolve os problemas dos outros e não consegue resolver os seus.
Gente que acha que não tem direito e não merece.
Gente. Como a gente?
Gente que maltrata quem gosta porque não consegue se desfazer de mágoas completamente.
Gente que, mesmo em silêncio, precisa de abraço o tempo todo e ainda ousa recusar vários dos que recebe.
Gente que insiste em manter a pose de firme, mesmo desmoronando por dentro.
Gente que só consegue dizer tudo, mas tudo mesmo o que pensa, quando protegido pela tela do computador, quase nunca pessoalmente.
Gente que é capaz de fazer o mundo rir com seu jeito de falar, mas que, muitas vezes, é incapaz de fazer o mundo perceber que também sente dor.
Gente que faz grosseria querendo fazer carinho.
Gente que faz alarde sobre o quanto não precisa de carinho, mesmo sendo o que mais precisa.
Gente que tem dificuldade de acreditar na admiração alheia.
Gente que somatiza a opinião alheia.
Gente que se contenta com pouco, mesmo achando que só seria feliz com muito.
Gente que sente prazer em ajudar gente, mas que precisa de reconhecimento quando faz isso.
Gente que resolve os problemas dos outros e não consegue resolver os seus.
Gente que acha que não tem direito e não merece.
Gente. Como a gente?
1 de agosto de 2010
Consciência e má vontade: até onde vão as suas?
Estamos todos felizes com a escolha da Praça São Francisco, em São Cristóvão, como patrimônio da humanidade pela Unesco? Sim, estamos, claro que estamos. Mas por trás de toda felicidade aparente, sempre há alguém que guarda o seu pessimismo e, por diversas vezes, não consegue disfarçá-lo. Acho que é sobre isso que eu quero falar hoje.
Como assim, Rodrigo? Bem, eu e muita gente que conheço - e que não conheço - ficamos extremamente satisfeitos com a escolha, afinal, Sergipe agora tem um patrimônio mundial. Mas, como era de se esperar, sempre tem alguém pra colocar um certo gosto de féu até nesses momentos.
"Ok, vencemos, mas mais importante do que comemorar, é se preocupar com o que virá, com o peso que essa escolha representa". Ah, dá licença, mas hoje e os próximos dias são para CO-ME-MO-RAR! Por que precisamos levar a vida como se fosse um fardo? Será que o que se espera é que os responsáveis recebam a notícia da vitória e se tranquem em suas salas para discutir os próximos passos?
Olha aí a praça num clique lindo do meu amigo @Marco__Vieira:
Pelo amor de Deus, né? O Brasil tem mais de 5 mil cidades e apenas 17 possuíam o título. São Cristóvão é a 18ª! As celebrações são ritos de passagem importantes e nós, que muitas vezes somos enganados e levados a comemorar coisas que nem merecem nossa atenção, nos esquecemos de celebrar o que realmente importa. Isso é mal de ser humano.
A amiga diz: "Que roupa linda!". A outra responde: "Ah, menina, foi baratinha!". Mas que complexo é esse de que não merecemos os elogios que nos fazem? Por que temos que depreciar o que conquistamos em nome de uma falsa modéstia? Ou, quiçá, de um pessimismo, uma má vontade gratuita que queremos disfarçar em forma de "pensamento consciente".
"Tristeza não tem fim. Felicidade, sim". Então aproveitemos os nossos momentos de felicidade de forma intensa e não nos deixemos cair na tentação da ignorância de confundir felicidade com falta de consciência.
Comemore a vitória do povo sergipano e coloque em sua agenda novos debates sobre a necessidade de preparar Sergipe para o que virá em decorrência dessa vitória. Mas cada coisa em seu tempo. É só uma dica, ok?
Acesse http://pracasaofrancisco.se.gov.br e saiba mais.
Como assim, Rodrigo? Bem, eu e muita gente que conheço - e que não conheço - ficamos extremamente satisfeitos com a escolha, afinal, Sergipe agora tem um patrimônio mundial. Mas, como era de se esperar, sempre tem alguém pra colocar um certo gosto de féu até nesses momentos.
"Ok, vencemos, mas mais importante do que comemorar, é se preocupar com o que virá, com o peso que essa escolha representa". Ah, dá licença, mas hoje e os próximos dias são para CO-ME-MO-RAR! Por que precisamos levar a vida como se fosse um fardo? Será que o que se espera é que os responsáveis recebam a notícia da vitória e se tranquem em suas salas para discutir os próximos passos?
Olha aí a praça num clique lindo do meu amigo @Marco__Vieira:
Pelo amor de Deus, né? O Brasil tem mais de 5 mil cidades e apenas 17 possuíam o título. São Cristóvão é a 18ª! As celebrações são ritos de passagem importantes e nós, que muitas vezes somos enganados e levados a comemorar coisas que nem merecem nossa atenção, nos esquecemos de celebrar o que realmente importa. Isso é mal de ser humano.
A amiga diz: "Que roupa linda!". A outra responde: "Ah, menina, foi baratinha!". Mas que complexo é esse de que não merecemos os elogios que nos fazem? Por que temos que depreciar o que conquistamos em nome de uma falsa modéstia? Ou, quiçá, de um pessimismo, uma má vontade gratuita que queremos disfarçar em forma de "pensamento consciente".
"Tristeza não tem fim. Felicidade, sim". Então aproveitemos os nossos momentos de felicidade de forma intensa e não nos deixemos cair na tentação da ignorância de confundir felicidade com falta de consciência.
Comemore a vitória do povo sergipano e coloque em sua agenda novos debates sobre a necessidade de preparar Sergipe para o que virá em decorrência dessa vitória. Mas cada coisa em seu tempo. É só uma dica, ok?
Acesse http://pracasaofrancisco.se.gov.br e saiba mais.
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